"Quais são as cores e as coisas pra te prender? Eu tive um sonho ruim e acordei chorando, por isso eu te liguei…"
                Sonhei com um dia de sol, eu acordando tarde, como sempre, desperdiçando grande parte da manhã. Eis um dos problemas de ser notívaga, ou ter insônia, que seja, as vezes a noite me parece muito mais agradável pra ser vivida do que o dia. 
                No meu sonho eu te esperava, como nos velhos tempos, sentada perto da janela, ansiosa, olhando a todo o momento, esperando ouvir o barulho das rodas do carro e sua voz forte chamando meu nome. Confesso que muitas vezes demorei pra abrir o portão só pra te ouvir chamando. 
                Eu abria a porta, você entrava, me abraçava forte, eu sentia teu cheiro, teu calor, em seguida o gosto dos teus labios molhados e tão macios. Sentada contigo no sofá eu te observava, imaginando o quanto eu era sortuda por te ter, por você ser só meu, por teus pensamentos serem meus, teu rosto ser meu, teu corpo, tudo… Meu. 
                Acordei na parte do sonho em que você foi embora. Tarde, como sempre, desperdiçando grande parte da manhã. Segui de pijama até a janela, olhei o dia lá fora, sentei perto da janela, esperei, esperei. 
                Até que me dei conta de que o sonho havia acabado e com lágrimas nos olhos concluí que você já não mais seria…
                […] Meu.

"Quais são as cores e as coisas pra te prender? Eu tive um sonho ruim e acordei chorando, por isso eu te liguei…"

                Sonhei com um dia de sol, eu acordando tarde, como sempre, desperdiçando grande parte da manhã. Eis um dos problemas de ser notívaga, ou ter insônia, que seja, as vezes a noite me parece muito mais agradável pra ser vivida do que o dia.

                No meu sonho eu te esperava, como nos velhos tempos, sentada perto da janela, ansiosa, olhando a todo o momento, esperando ouvir o barulho das rodas do carro e sua voz forte chamando meu nome. Confesso que muitas vezes demorei pra abrir o portão só pra te ouvir chamando.

                Eu abria a porta, você entrava, me abraçava forte, eu sentia teu cheiro, teu calor, em seguida o gosto dos teus labios molhados e tão macios. Sentada contigo no sofá eu te observava, imaginando o quanto eu era sortuda por te ter, por você ser só meu, por teus pensamentos serem meus, teu rosto ser meu, teu corpo, tudo… Meu.

                Acordei na parte do sonho em que você foi embora. Tarde, como sempre, desperdiçando grande parte da manhã. Segui de pijama até a janela, olhei o dia lá fora, sentei perto da janela, esperei, esperei.

                Até que me dei conta de que o sonho havia acabado e com lágrimas nos olhos concluí que você já não mais seria…

                […] Meu.